terça-feira, 1 de julho de 2008

Agradecimentos

Quero aproveitar este espaço para agradecer todo este desempenho/trabalho, desde já a algumas pessoas que foram determinantes e a quem estou imensamente grata. Assim desde logo à minha família que durante estes últimos meses foi inestimável no seu apoio incondicional, a despeito de não lhes ter dado a atenção de que são credores, principalmente ao meu filho de apenas 3 anos e à minha filha de 15 meses. A todos os meus alunos e colegas de investigação. Aos professores que faziam parte do elenco do professorado, com especial atenção à Dr.ª Estela, pelo carinho e dedicação que me disponibilizaram, não esquecendo a equipa de secretariado - a Dr.ª Vera Lúcia, que desde o primeiro dia se prontificou a ajudar em tudo o que foi preciso. Não esquecendo a principal coordenadora da disciplina -A Professora Doutora GWERC
Um bem-haja a todos…

Metáforas de WILSON - imagens na dança tecnológica

«Pelo final do século XX, nosso tempo, um tempo mítico todos quimera, teorizados e fabricados de híbridos de máquinas e organismos. Em suma, nós somos ciborgues. O ciborgue é nossa ontologia; ele nos dá nossa política. O ciborgue é uma imagem considerada de ambos imaginação e realidade material, os dois outros unidos estruturando qualquer possibilidade de transformação histórica». (HARAWAY, 2000)
Por semelhança, as metáforas de Wilson, conduzem ao entendimento equivocado da tecnologia no contexto contemporâneo, que vai colaborando para a sua fertilidade.
A metáfora mal formada poderá levar a consequências enganosas.
Todos os mitos sugeridos pelo autor, servem para revelar as duas faces que conduzem – a compreensões imprecisas sobre a tecnologia. Por outro lado à da acusação de deteriorar a sociedade; e pelo outro, a de solução para desvendar os mistérios da humanidade.
Talvez seja seu propósito, romper as barreiras definidas de natureza versus cultura e se o homem e a sua cognição forem vistos como pertencente e entrelaçados, a tecnologia ganhará um outro sentido, facilitador de buscas artísticas como a “dança-tecnológica”.
Em minha opinião, este modo de se expressar, a partir de metáforas, é uma estratégia para escapar de aforismos como “revolução digital” ou “revolução da informação”. Há de certo modo uma reflexão sobre a tecnologia, considerada comunicação, como um fluxo de informação contínuo ininterrupto. Daí resulta, um novo entendimento de “revolução” diferenciando daquele do senso comum, de mudança com o rompimento. Desloca-se o foco de atenção do computador para situações anteriores ao seu aparecimento.
A tecnologia e as suas mudanças depositaram na sociedade, momentos de signos evolutivos que antecedem a sua concretização em aparatos electrónicos digitais.
Há necessidade constante, do autor criar estas “criaturas”. Em época, um ser construído para se poder confrontar com o homem. “Criaturas” que parecem carregar uma dupla face por natureza. Seres mitos ou das ficções científicas.
De certo modo, a humanidade espelha-se através do “reflexo do monstro” para confrontar o seu “eu” do outro, colocando em cheque a sua própria identidade. Muitas vezes, estes impelem-nos os nossos conceitos de raça, credo, género, sexualidade, politica, cultura e social. Quase que se interrogam da sua criação.
«Ora nós exigimos mais dos monstros, pedimos-lhes, justamente, que nos inquietem, que nos provoquem vertigens, que abalem permanentemente as nossas mais sólidas certezas; porque necessitamos e certezas sobre a nossa identidade humana ameaçada.
Os monstros, felizmente, existem não par nos mostrar o que somos, mas o que poderíamos ser. Entre estes dois pólos, entre uma possibilidade negativa e um acaso possível, tentamos situar a nossa humanidade de homens…. Pomos à prova os limites da nossa “naturalidade”, procuramos pontos de referência por toda a parte e é por isso que escolhemos todas as espécies de monstros: os fabulosos e os teratólogos.» (GIL E SILVA, 2000).
A tarefa deste Homem actualizado, é o re-conhecimento nos corpos digitalizados. Reflectindo como artista-pesquisador, a sua maneira de ver, ser e estar no mundo como um corpo mortal. Existe apenas como um corpo que cresce acostumado a ser e crescer híbrido.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Os desafios da nova era do conhecimento

A era do conhecimento requer definições mais amplas sobre a aprendizagem, mudanças de pensamento de forma a evitar que a educação – catalisadora de mudanças – fique desactualizada (Silva, 2005).
«Acreditamos que o grande desafio da escola do futuro é o de criar comunidades ricas de contexto onde a aprendizagem individual e colectiva se constrói e onde os aprendentes assumem a responsabilidade, não só da construção do seu próprio Saber, mas também da construção de espaços de pertença onde a aprendizagem Colectiva tem lugar.» (Figueiredo, 2002)
Assim, os processos de aprendizagem são mais orientados para a comunidade de aprendizagem do que para o indivíduo, na medida em que a construção do conhecimento é uma elaboração conjunta de todos os membros (Dias, 2002).
Estes novos contextos de aprendizagem começam a surgir, embora em escasso número, através de recursos e planos de intervenção no sistema educativo português. É possível constatar o surgimento de projectos colaborativos, que envolvem novas parcerias e que tentam criar meios e recursos para que estes floresçam e criem raízes ainda que num terreno pouco
fértil. Aqui, mais uma vez invocamos as TIC por serem instrumentos imprescindíveis para o suporte da inovação e das mudanças que muitos de nós anseiam ver nas escolas.
Todas estas redes de aprendizagem favorecem oportunidades para o intercâmbio de informação e ideias na qual todos os estudantes podem participar activamente, aprendendo uns com os outros e com o professor.
Prometem transformar profundamente a natureza e a extensão das relações, as oportunidades, os processos e os resultados de aprendizagem.
Pressupõe-se uma mudança nos papéis do aluno e do professor e diferentes
Ramos (2002), perspectiva a Escola do Século XXI como uma escola potencialmente mais aberta, mais global e um dos nós de uma rede gigantesca; o currículo mais interdisciplinar e integrado; as interacções aprofundam-se e multiplicam-se no tempo, no espaço e no conteúdo; e o conceito de quem é o aluno e de quem é o professor torna-se muito mais fluído.
«Estas redes têm a potencialidade de gerar ambientes em que a construção do conhecimento corresponde a um esforço genuíno de colaboração entre todos os participantes que têm à sua disposição um conjunto de recursos cada vez mais rico e diversificado.» (Chagas, 2002)
Esta nova contextualização da aprendizagem, levanta a nível teórico, questões como novas filosofias de aprendizagem. A este propósito, António Dias Figueiredo (2002) considera que, na prática, estas filosofias acabam por ter um papel quase meramente decorativo no arsenal das pedagogias escolares uma vez que a sua utilização na construção de comunidades de aprendizagem é praticamente nula.
No que concerne a uma mudança no papel do professor.
Mais uma vez se pensa e entende um professor como prático reflexivo para a mudança.
Um professor tem de ser necessariamente inovador pelo simples facto de utilizar as TIC, passará a sê-lo quando desenvolve um modelo de aprendizagem com ferramentas tecnológicas adequadas, actualizadas não pelo
fascínio do novo, mas porque sente a efectiva necessidade de utilizar as melhores ferramentas possíveis de comunicação (Boumard, 1996 em Alava, 2002).

A escola virtual - Fórum e Blog - Diferenças e semelhanças - Opinião pessoal

O ensino à distância em poucas palavras poder-se-á definir como uma modalidade de socialização de socialização de conhecimentos, utilizando-se para isso ferramentas de trabalho encontradas na internet.
Trabalhar com a plataforma moodle, vem sendo uma das actividades necessárias na nossa formação e informação profissional. Na qual se pretende encontrar a tecnologia enquanto mecanismo de construção de conhecimentos.
A reflexão permitida pelas tarefas executadas, leva-nos a pensar, a reflectir o que nem sempre, em minha opinião, é permitido com outras tecnologias.
No entanto, o tipo de vínculo que se estabelece entre “colegas” e professores tem as suas peculiaridades, pois o contacto mais comum é feito através da linguagem escrita por meios “escritos” (comentários/referencias) nos fóruns e as expressões faciais não estão espantadamente acessíveis. Salvo, o professor marque vídeo-aulas ou para ter acesso à voz áudio-aulas.
Insistindo-se nesta educação “paralela”, poder-se-á cuidar a dimensão social, tantas vezes proclamada e necessária? E a tal dimensão familiar?
Todos estes conceitos são necessários e urgentes, contudo no mundo que actualmente urge, o profissional ou estudante, no seu ambiente de trabalho precisa de encontrar mecanismos de motivação, criatividade, crescimento, reflectir para seleccionar.
Cada uma das instâncias da nossa vida está ligada.
Ao reflectir perante propostas de reflexões dos parceiros de investigação, vemos que há necessidades de valorar as nossas diferenças semelhanças.
Cada dia que passa, valorizo mais a Inteligência Emocional, pois em minha opinião, esta possibilita-nos a vivencia em sociedade, sem que para isso sejamos isolados, mas pelo contrário, facilita-nos a boa relação com o outro sem fazermos comparações – “TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS”.
Esta breve reflexão foi necessária na medida em que a cultura da diversidade é cada vez mais importante.
É isso que acontece um pouco com a moodle - fórum, valorizamos as nossas diferenças e de certo modo unimo-nos para trabalhar em grupo, unindo as nossas potencialidades.
É nesta convivência similar que se têm trocado experiencias/ conhecimentos/atitudes e até valores.
A cooperatividade tem sido importante para revelar a diversidade e a tolerância a novas aprendizagens.
Ao falarmos e blogue, estamos a falar de outra ferramenta. Ao longo da formação fomos cada um de nós construindo o nosso blogue.
Este poder-se-á considerar um registo cronológico e frequentemente actualizado de opiniões, emoções, factos, imagens ou qualquer outro tipo de conteúdo que nós, como auto ou autores queríamos disponibilizar.
Tem funccionado quase como um “diário virtual”.
O blogue foi e será o que o autor ou autores queiram que ele seja.
Será a nossa personalidade?
O blogue dispõe de ferramentas de edições que permitem a qualquer “leigo” colocar de imediato os seus conteúdos online, e actualiza-los sempre sem precisar saber absolutamente nada sobre html.
Filosoficamente, considero o blogue, a personagem que representa cada um de nós ao longo deste período de tempo.
O blogue tem necessidade de ser actualizado de tempo a tempo, até para nos podermos sentir e reparar novos conhecimentos, atitudes e também valores.
Tendo já oportunidade de ter publicado a respeito de, referindo o que é para mim um blogue, considero-o cada vez mais a nossa alma, o nosso crer e poder.
Em suma penso que o blogue poderá correr o risco de “morrer”, tal como a nossa alma, enquanto os fóruns terão que evoluir, ou seja, a meu ver, terão necessidade de mais recursos, mais interacção com os usuários, mas não correm o risco desse desaparecimento, uma vez construírem um meio mais familiar e descontraído.
Os intervenientes em cada uma das situações são diferentes, logo os conteúdos abordados também o são.
O trabalho em fórum necessita ou precisa de cadastro, enquanto que o blogue apenas basta o seu nome e e-mail, ou nem isso.
O trabalho no fórum implica muito mais comprometimento dos participantes.
Esta maneira de integração (TIC), leva-nos a promover formas de aprender, de ensinar (como professores que somos/sou) e de pensar. Levou-me a pensar e compreender a escola de uma maneira completamente diferente daquilo que fui habituada.
Levou-me a desenvolver e a aprofundar competências, como a exploração de sites, a navegação e a pesquisa da informação na internet e a participação em fóruns, promovendo a autonomia na aprendizagem, criando hábitos de trabalho colaborativo, partilha e troca de ideias.
Foi extremamente gratificante no meu desenvolvimento pessoal, profissional e mesmo social.