O ensino à distância em poucas palavras poder-se-á definir como uma modalidade de socialização de socialização de conhecimentos, utilizando-se para isso ferramentas de trabalho encontradas na internet.
Trabalhar com a plataforma moodle, vem sendo uma das actividades necessárias na nossa formação e informação profissional. Na qual se pretende encontrar a tecnologia enquanto mecanismo de construção de conhecimentos.
A reflexão permitida pelas tarefas executadas, leva-nos a pensar, a reflectir o que nem sempre, em minha opinião, é permitido com outras tecnologias.
No entanto, o tipo de vínculo que se estabelece entre “colegas” e professores tem as suas peculiaridades, pois o contacto mais comum é feito através da linguagem escrita por meios “escritos” (comentários/referencias) nos fóruns e as expressões faciais não estão espantadamente acessíveis. Salvo, o professor marque vídeo-aulas ou para ter acesso à voz áudio-aulas.
Insistindo-se nesta educação “paralela”, poder-se-á cuidar a dimensão social, tantas vezes proclamada e necessária? E a tal dimensão familiar?
Todos estes conceitos são necessários e urgentes, contudo no mundo que actualmente urge, o profissional ou estudante, no seu ambiente de trabalho precisa de encontrar mecanismos de motivação, criatividade, crescimento, reflectir para seleccionar.
Cada uma das instâncias da nossa vida está ligada.
Ao reflectir perante propostas de reflexões dos parceiros de investigação, vemos que há necessidades de valorar as nossas diferenças semelhanças.
Cada dia que passa, valorizo mais a Inteligência Emocional, pois em minha opinião, esta possibilita-nos a vivencia em sociedade, sem que para isso sejamos isolados, mas pelo contrário, facilita-nos a boa relação com o outro sem fazermos comparações – “TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS”.
Esta breve reflexão foi necessária na medida em que a cultura da diversidade é cada vez mais importante.
É isso que acontece um pouco com a moodle - fórum, valorizamos as nossas diferenças e de certo modo unimo-nos para trabalhar em grupo, unindo as nossas potencialidades.
É nesta convivência similar que se têm trocado experiencias/ conhecimentos/atitudes e até valores.
A cooperatividade tem sido importante para revelar a diversidade e a tolerância a novas aprendizagens.
Ao falarmos e blogue, estamos a falar de outra ferramenta. Ao longo da formação fomos cada um de nós construindo o nosso blogue.
Este poder-se-á considerar um registo cronológico e frequentemente actualizado de opiniões, emoções, factos, imagens ou qualquer outro tipo de conteúdo que nós, como auto ou autores queríamos disponibilizar.
Tem funccionado quase como um “diário virtual”.
O blogue foi e será o que o autor ou autores queiram que ele seja.
Será a nossa personalidade?
O blogue dispõe de ferramentas de edições que permitem a qualquer “leigo” colocar de imediato os seus conteúdos online, e actualiza-los sempre sem precisar saber absolutamente nada sobre html.
Filosoficamente, considero o blogue, a personagem que representa cada um de nós ao longo deste período de tempo.
O blogue tem necessidade de ser actualizado de tempo a tempo, até para nos podermos sentir e reparar novos conhecimentos, atitudes e também valores.
Tendo já oportunidade de ter publicado a respeito de, referindo o que é para mim um blogue, considero-o cada vez mais a nossa alma, o nosso crer e poder.
Em suma penso que o blogue poderá correr o risco de “morrer”, tal como a nossa alma, enquanto os fóruns terão que evoluir, ou seja, a meu ver, terão necessidade de mais recursos, mais interacção com os usuários, mas não correm o risco desse desaparecimento, uma vez construírem um meio mais familiar e descontraído.
Os intervenientes em cada uma das situações são diferentes, logo os conteúdos abordados também o são.
O trabalho em fórum necessita ou precisa de cadastro, enquanto que o blogue apenas basta o seu nome e e-mail, ou nem isso.
O trabalho no fórum implica muito mais comprometimento dos participantes.
Esta maneira de integração (TIC), leva-nos a promover formas de aprender, de ensinar (como professores que somos/sou) e de pensar. Levou-me a pensar e compreender a escola de uma maneira completamente diferente daquilo que fui habituada.
Levou-me a desenvolver e a aprofundar competências, como a exploração de sites, a navegação e a pesquisa da informação na internet e a participação em fóruns, promovendo a autonomia na aprendizagem, criando hábitos de trabalho colaborativo, partilha e troca de ideias.
Foi extremamente gratificante no meu desenvolvimento pessoal, profissional e mesmo social.